sexta-feira, 1 de julho de 2011

És a Prova Viva.

Que se passou conosco?
Tenho saudades tuas, saudades da tua voz. Saudades dos tempos em que subia as escadas e quando chegava ao teu andar me davas um beijo , os teus beijos são os melhores que já tive, ou melhor os nossos beijos foram os melhores que já tive.
Lembras-te de quando me fazia dificil e tu me mordiscavas a orelha e o pescoço e tu rias por eu me arrepiar, eu podia dizer para parares, mas tu adoravas ver-me arrepiar ao teu toque.
Eu nunca consegui dizer-te «não» por muito tempo, e acabava sempre por cair nos teus braços, braços onde me senti sempre segura, sempre completa.
Acabava sempre por não resistir ao teu toque, à tua mão na minha, aos teus longos e doces beijos, à maneira como me puxavas para ti.
A maneira como me dizias «és linda» ou « fazes-me tão bem», as tuas palavras ecuavam e davam-me uma paz interior , que tu não consegues calcular.
Perguntei-te várias vezes se sabias e sabes o efeito que a tua voz têm em mim, hoje quero tentar explicar-te.
A tua voz ecua por todo o meu corpo, e dá-me uma segurança que nunca poderás compreender, traz-me algo que parece sempre novo, por mais que a oiça imensas vezes.
Trazes-me sempre algo de novo, por mais que não saibas.
Adoro tudo em ti, desde os teus olhos esverdeados , ao teu cabelo loiro, adoro a maneira timida como te sentas ao meu lado no sofá e dizes «dás-me um beijinho?» , adoro cada pedaço do teu corpo, adoro cada gesto teu.
Conheço cada façeta tua e sei de cor todos os teus humores, por mais que pareça inconsebivél, por gostar tanto de ti consigo imaginar-te quando eras mais novo.
Consigo ver-te com 4 anos, depois com 10, com 14 e agora como és.
E consigo ver nesse teu olhar que esconde tantos segredos que eu espero um dia conseguir desvendar, uma dor imensa de quem cresceu depressa demais.
Consigo ver nesses olhos que são um emaranhado de castanhos e verdes, que estas inseguro , que tens medo, tens o olhar de quem não sabe bem que terreno pisa.
Tens um olhar tão distante, mas tão sincero de quem grita por ajuda.
E tu sabes que eu estou aqui para te ajudar, mas parece que tens medo que eu também te falhe como todos os outros.
Tens medo, que te aponte o dedo, como todos os outros que ficam a observar-te à espera que falhes para te cairem em cima.
«Como gosto muito de ti consigo ver.te mais forte do que algum dia pensas-te ser», e por ver-te dessa maneira, nunca te conseguiria, nem nunca pensei por-te à prova.
Por fim, nesta pequena carta de amor, só te quero dizer mais uma coisa.

Obrigado por teres voltado.
Amo-te muito.
  

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